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11 de junho de 2009

Jesus Errou!

Infelizmente é muito comum vivenciarmos situações onde o Senhor nos "diz" algo, seja através de Sua Palavra ou de Seus mensageiros, mas nós insistimos em dizer "não".

O Senhor mesmo fala conosco, diretamente, mas nós achamos que Ele está errado, e procuramos "corrigir" aquilo que o Rei do Universo pronunciou ou ainda pronuncia para nossa orientação.


Vejamos um exemplo bem conhecido...

"Então, Jesus lhes disse: Esta noite, todos vós vos escandalizareis Comigo; porque está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho ficarão dispersas. (...) Disse-lhe Pedro: Ainda que venhas a ser um tropeço para todos, nunca o serás para mim. Replicou-lhe Jesus: Em verdade te digo que, nesta mesma noite, antes que o galo cante, tu Me negarás três vezes. Disse-lhe Pedro: Ainda que me seja necessário morrer Contigo, de nenhum modo Te negarei. E todos os discípulos disseram o mesmo" (Mateus 26:31-35).

Fico imaginando o diálogo dos discípulos após esta declaração de Jesus:

- Puxa vida! O que será que a gente ainda precisa fazer para Ele acreditar em nossa obediência e fidelidade?! A gente deixou tudo para segui-Lo, e há mais de três anos que somos escarnecidos, humilhados e perseguidos.
- Pois é... e agora Ele vem com esta história de que vamos negá-Lo!
- Não se preocupem! Ele deve estar estressado... não dêem atenção!

Não foram necessárias mais do que algumas poucas horas para que a "profecia" de Jesus se cumprisse à risca.

"Então, começou ele a praguejar e a jurar: Não conheço esse homem! E imediatamente cantou o galo. Então, Pedro se lembrou da palavra que Jesus lhe dissera: Antes que o galo cante, tu me negarás três vezes. E, saindo dali, chorou amargamente" (Mat. 26:74-75).

O "choro amargo" de Pedro retrata muito bem a experiência de muitos de nós que, depois de não darmos a atenção à Palavra de Deus, temos que nos defrontar com a dura realidade. Pedro achou que estava firme o suficiente para questionar o próprio Jesus... mas logo depois caiu em si, e viu sua pequenez diante da natureza pecaminosa que nos impregna.

A Bíblia diz para guardarmos o sábado, muitos preferem ignorar!
A Bíblia diz para para evitarmos certos alimentos, muitos preferem ignorar!
A Bíblia diz para devolver o dízimo e as ofertas, muitos ignoram!
A Bíblia diz para amarmo-nos uns aos outros... quão difícil é para alguns!
A Bíblia diz para não nos envolvermos em jugo desigual, muitos ignoram!
A Bíblia diz para aceitar a graça unicamente pela fé, sem mérito pessoal algum... muitos insistem no legalismo!
A Bíblia diz que o ecumenismo é artimanha do inimigo... muitos preferem incentivá-lo.
A Bíblia diz que os mortos estão dormindo, aguardando a ressurreição... muitos preferem acreditar em inferno, seio de Abraão, fantasmas e alma imortal!
A Bíblia diz que a esposa deve ser submissa ao marido... mas e o feminismo, onde fica?!
A Bíblia diz que o marido deve amar sua esposa como Cristo ama a Igreja... muitos ignoram!
A Bíblia diz que não devemos atirar a primeira pedra... mas andamos com muitas delas em nossos bolsos, prontinhas!

E por ai vai...

Assim como Pedro e os demais, nós também mantemos esta característica puramente carnal de não querer ouvir a Palavra de Deus, quando Ela vai de encontro (não "ao" encontro) de nossas convicções pessoais ou objetivos de vida.

É fácil seguir a Jesus, quando Ele fala aquilo que eu quero ouvir.
O dífícil (segundo Nietzche e Gandhi, impossível) é baixarmos nossa cabeça e aceitarmos humildemente TUDO que o Senhor nos ensina e orienta em Sua Palavra.

Para os que não dão ouvido a voz do Senhor, só resta uma alternativa: chorar amargamente depois de "quebrar a cara".

Graças a Deus... Aleluias ao Cordeiro... Glórias ao Santo Espírito.... porque a Divindade, estastrês Pessoas Maravilhosas, não desistem de nós, mesmo quando rejeitamos ouvir Seu conselho.

O mesmo orgulhoso, arrogante e intolerante Pedro, pouco depois, já estava de novo no topo, no pódio, recebendo de Jesus a grande comissão: apascentar o rebanho do Senhor.

Se você já rejeitou a Palavra de Deus, preferiu não dar ouvidos a Ela, e enveredar por caminhos confiado em seu próprio entendimento... chore amargamente... arrependa-se... e levante a cabeça, pois nosso Deus é o DEUS DA SEGUNDA CHANCE.

"[Pedro], Eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; tu, pois, quando te converteres, fortalece os teus irmãos" (Luc. 22:32).

Autor: Profº Gilson Medeiros - IAENE

7 de junho de 2009

Carta do Papa Sobre o Domingo

Alguns me perguntaram sobre a Carta do Papa João Paulo II, dirigida aos fiéis e líderes católicos de todo o mundo, no qual o Pontífice Romano exorta para que todos busquem uma maior santidade do Domingo, o Dies Domini,segundo a Igreja de Roma.
Desde 1998 que esta carta está circulando no mundo, e seus argumentos puramente filosóficos tentam solapar a teologia e doutrina bíblicas do santo sábado do sétimo dia
Ou seja, na visão da Igreja Romana, todas as bênçãos que o Senhor colocou sobre o sétimo dia, ela, a Igreja, transferiu para o primeiro dia da semana, em uma pseudo-honra à ressurreição de Cristo.
Vejam como o papa conclui a carta:
"Confio o acolhimento frutuoso desta Carta Apostólica pela comunidade cristã à intercessão da Virgem Santa. Sem nada tirar à centralidade de Cristo e do seu Espírito, Ela está presente em cada domingo da Igreja. Exige-o precisamente o mistério de Cristo: de facto, como poderia Ela [Maria], Mater Domini e Mater Ecclesiæ, não estar presente a título especial no dia que é simultaneamente dies Domini e dies Ecclesiæ?
Para a Virgem Maria, olham os fiéis que escutam a Palavra proclamada na assembleia dominical, aprendendo com Ela a conservá-la e meditá-la no seu coração (cf. Lc 2,19). Com Maria, aprendem a estar ao pé da cruz, para oferecer ao Pai o sacrifício de Cristo e associar ao mesmo a oferta da própria vida. Com Maria, vivem a alegria da ressurreição, fazendo suas as palavras do Magnificatque cantam o dom inexaurível da misericórdia divina no fluxo inexorável do tempo: « A sua misericórdia estende-se de geração em geração sobre aqueles que O temem » (Lc 1,50). Domingo a domingo, o povo peregrino segue o rasto de Maria, e a sua intercessão materna torna particularmente intensa e eficaz a oração que a Igreja eleva à Santíssima Trindade.
A iminência do Jubileu, queridos Irmãos e Irmãs, convida-nos a aprofundar o nosso compromisso espiritual e pastoral. De facto, é este o seu verdadeiro objectivo. No ano em que aquele vai ser celebrado, muitas iniciativas o caracterizarão, dando-lhe aquele timbre singular que não pode deixar de ter a conclusão do segundo e o início do terceiro Milénio da Encarnação do Verbo de Deus. Mas este ano e este tempo especial passarão, dando lugar à expectativa de outros jubileus e de outras datas solenes. O domingo, com a sua ordinária « solenidade », permanecerá a ritmar o tempo da peregrinação da Igreja até ao domingo sem ocaso.
Exorto-vos, portanto, amados Irmãos no episcopado e no sacerdócio, a trabalhar incansavelmente, unidos com os fiéis, para que o valor deste dia sagrado seja reconhecido e vivido cada vez melhor. Isto produzirá frutos nas comunidades cristãs, e não deixará de exercer uma benéfica influência sobre toda a sociedade civil".
Os evangélicos podem até negar, mas é um fato que a Igreja Romana se coloca como "dona" e "autora" da santificação do domingo, creditando, inclusive, a Maria uma honra especial durante este dia.
Pena que muito evangélico sincero, que se limita apenas a repetir o que seu pastor equivocadamente prega, não se dê conta de que está seguindo uma ordenança papal, ao mesmo tempo em que despreza as claras e límpidas orientações da Palavra de Deus sobre o ÚNICO dia que a Bíblia classifica como SANTO, SEPARADO e DE DESCANSO - o sétimo!
"Proferirá palavras contra o Altíssimo, magoará os santos do Altíssimo e cuidará em mudar os tempos e a lei..." (Dan. 7:25).
Cumpriu-se cabalmente a profecia bíblica!
A Carta Papal na íntegra pode ser lida no próprio site do Vaticano (clique aqui).
"Então, Pedro e os demais apóstolos afirmaram: Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens" (Atos 5:29).
"E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens" (Mat. 15:9).
"O que desvia os ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável" (Prov. 28:9).
"Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus" (Apoc. 14:12).
"Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam" (Tiago 1:12).
"Se me amais, guardareis os meus mandamentos" (João 14:15).

Autor: Pr. Gilson Medeiros

29 de maio de 2009

O Sábado no Apocalipse



O Contexto de Apocalipse 12 e 14

Qual o papel do sábado na crise final da história deste planeta? O texto básico acerca deste assunto, no livro de Apocalipse, é o capítulo 12 verso 17.

"Irou-se o dragão contra a mulher e foi pelejar com os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus; e se pôs em pé sobre a areia do mar".

Aqui encontramos uma descrição da guerra entre o dragão e o remanescente, uma guerra que é pormenorizada em Apocalipse 13 e 14. Em certo sentido, Apocalipse 12:17 é um resumo antecipado da crise final como um todo. Assim, os capítulos 13 e 14 servem como uma exegese e um desenvolvimento da declaração básica feita em 12:17, ou seja, Apocalipse 13 pormenoriza a guerra do dragão e Apocalipse 14 elabora acerca do caráter e da mensagem do Remanescente.

O dragão faz guerra contra o Remanescente no capítulo 13. Ele busca o auxílio de dois aliados no conflito, um emerge do mar e o outro emerge da terra. Os três protagonistas (o dragão, a besta do mar e a besta da terra) formam uma tríade iníqua que busca contrafazer a obra da verdadeira Trindade. O dragão contrafaz a obra de Deus, o Pai; a besta do mar, a obra de Deus, o Filho; e a besta da terra, a obra do Espírito Santo. Essa tríplice e iníqua aliança ataca o Remanescente na batalha final. Qual é a questão básica em tal ataque? Os capítulos 13 e 14 não nos deixam qualquer dúvida. Em sete ocasiões diferentes (Ap 13:4, 8, 12, 15; 14:9, 11), o texto desses capítulos fala sobre a adoração ao dragão, sobre a adoração da besta do mar e sobre a adoração da imagem da besta. A questão na crise final da história deste planeta é claramente uma questão relativa à adoração.

Em contraste com esse apelo que é proferido sete vezes para que adoremos a iníqua tríade ou a imagem da besta, há um único apelo, nesses capítulos, para que adoremos a Deus (Ap 14:7). O chamado para adorar “Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” torna-se, portanto, a afirmação central de toda essa seção do Apocalipse e, talvez, o apelo central de todo o livro. Tudo o que está escrito nos capítulos 12-14 focaliza esse chamado para a adoração. A adoração é, de forma patente, a questão central envolvida na derradeira crise da história deste planeta.

Um aspecto interessante é que a linguagem dessa afirmação central se baseia nas expressões encontradas no quarto mandamento, em Êxodo 20:11. Ali é declarado que “em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há…” Esses dizeres se encontram refletidos em Apocalipse 14:7 – “Adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.” O ponto central e nevrálgico da descrição apocalíptica da crise final é uma alusão direta a Êxodo 20. A atenção ao mandamento do sábado é, portanto, a resposta ideal ao chamado final de Deus para a adoração e, da mesma forma, a resposta ideal aos sete apelos que a besta faz para a adoração da trindade iníqua.

Os Paralelos de Apocalipse 14:7 com o Antigo Testamento

Paralelos verbais. Nesse ponto, leitores argutos podem suscitar uma objeção. Como podemos saber que o autor do Apocalipse conscientemente pretendia que o leitor compreendesse uma alusão ao quarto mandamento exatamente aqui (Ap 14:7) em sua narrativa? O Salmo 146:6 não contém exatamente a mesma linguagem de Êxodo 20? Como podemos saber que João estava citando Êxodo 20 e não o Salmo 146? Ele não poderia estar aludindo ao referido salmo, em cujo caso não haveria referência alguma ao quarto mandamento?

Essa é uma argumentação válida. O Salmo 146:5-6 afirma: “Bem-aventurado aquele que tem o Deus de Jacó por seu auxílio, e cuja esperança está no Senhor seu Deus que fez os céus e a terra, o mar e tudo quanto neles há, e que guarda a verdade para sempre.” Isso se aproxima muito de “adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap 14:7). Com efeito, na Septuaginta (uma tradução grega do Antigo Testamento disponível no período neotestamentário), as palavras do Salmo 146:6 (Sl 145:6, na Septuaginta) são praticamente as mesmas encontradas em Apocalipse 14:7. Portanto, há fortes paralelos verbais em Apocalipse 14 tanto em relação a Êxodo 20 quanto ao Salmo 146, com uma pequena vantagem talvez para o Salmo 146.

Paralelos temáticos. Contudo, os paralelos verbais são apenas um tipo de evidência em favor de uma alusão consciente ao Antigo Testamento em Apocalipse. Os paralelos temáticos e estruturais são também importantes. Há paralelos temáticos entre Apocalipse 14:7 e Êxodo 20? Sim. Os primeiros quatro dos dez mandamentos (Êxodo 20:3-11) contêm três motivações para a obediência. Primeiramente, há a motivação da salvação. O preâmbulo do decálogo (Êxodo 20:2-3) diz: “Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim.” Nossa obediência deve ser uma resposta ao que Deus já fez por nós. Em segundo lugar, há a motivação do juízo. O segundo mandamento fala acerca de visitar “a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração” (Êxodo 20:5). Isto é, há conseqüências para a desobediência. Finalmente, em terceiro lugar, há a motivação da criação. “Porque em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou” (Êxodo 20:11). Deus criou o homem e sabe o que é melhor para ele. Portanto, há três motivações para a obediência na primeira parte da lei: salvação, juízo e criação.

As mesmas três motivações ocorrem no contexto de Apocalipse 14:7. Apocalipse 14:6 fala de um anjo que proclama “o evangelho eterno”. Aqui vemos o tema da salvação. Em Apocalipse 14:7 encontramos também o tema do juízo: “Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é chegada a hora do seu juízo.” E, anteriormente, já havíamos visto o tema da criação em Apocalipse 14:7: “adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.” Sendo assim, Apocalipse 14:6-7 tem as mesmas três motivações que induzem a uma mesma reação as quais encontramos na primeira tábua da lei (isto é, nos quatro mandamentos que normatizam a relação entre a criatura e o Criador): salvação, juízo e criação. E, além disso, esses ocorrem na mesma ordem em que aparecem em Êxodo 20!

Algum desses temas ocorre no Salmo 146? Sim. Ali aparece o tema da salvação: “Não confieis em príncipes, nem em filho de homem, em quem não há auxílio… Bem-aventurado aquele que tem o Deus de Jacó por seu auxílio, e cuja esperança está no Senhor seu Deus” – vs. 3 e 5. Há também ali o tema da criação: “que fez os céus e a terra, o mar e tudo quanto neles há” – v. 6. Há ainda o tema do juízo: “que faz justiça aos oprimidos” – v. 7. Os paralelos temáticos com o Salmo 146 são, portanto, tão fortes quanto aqueles com Êxodo 20, mas não na mesma ordem. Sendo assim, pode-se afirmar que há forte evidência em favor de ambos contextos no Antigo Testamento, mas há uma ligeira vantagem para Êxodo 20, sob a perspectiva de que os temas ocorrem na mesma ordem em Apocalipse 14 e Êxodo 20.

Paralelos estruturais. Isso nos conduz à busca de paralelos estruturais. Examinemos, agora, a evidência estrutural de Apocalipse 12-14. Os dez mandamentos, dos quais Êxodo 20:11 é uma parte, parecem ser uma estrutura principal subjacente a toda essa seção do Apocalipse. O remanescente é caracterizado, entre outras coisas, como sendo aqueles que “guardam os mandamentos de Deus” (Apocalipse 12:17; 14:12). Entretanto, a questão, aqui, não envolve os mandamentos de forma indiscriminada. O ponto nevrálgico se centraliza no aspecto da adoração. E, especificamente, esse aspecto é enfocado na primeira tábua do decálogo (isto é, nos quatro primeiros preceitos): os mandamentos que dizem respeito a nosso relacionamento com Deus. Quando se compreende essa realidade, não é surpreendente que, em Apocalipse 13, as bestas contrafaçam não apenas a Trindade, mas também cada um dos quatro primeiros mandamentos do decálogo. O primeiro mandamento declara: “Não terás outros deuses diante de mim” (Êx 20:3), mas a besta que emerge do mar pretende tomar o lugar de Deus ao receber adoração (Ap 13:4, 8). O segundo mandamento adverte-nos com respeito à adoração de imagens, no entanto, a besta que emerge da terra erige uma imagem a fim de ser adorada (Ap 13:14-15). O terceiro mandamento diz: “Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão”, mas a besta do mar “abriu a boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar do seu nome” (Ap 13:6). O quarto mandamento diz: “Lembra-te do dia de sábado.”

Os tabletes que continham os antigos pactos eram lacrados com selos estampados sobre eles. Tais selos eram um sinal de propriedade e autoridade. Uma vez que o decálogo segue a forma desses antigos tabletes de concerto, ele também tem um selo de propriedade e autoridade estampado sobre ele – o mandamento do sábado: “Porque em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou; por isso o Senhor abençoou o dia do sábado, e o santificou” (Êx 20:11). A declaração acima é a única contida nos dez mandamentos em que é declarado o fundamento da autoridade de Deus sobre toda a criação: Ele é o Criador. De igual forma, o conceito do selo é importante também em Apocalipse: os 144 mil são selados em suas frontes (Ap 14:1; cf. 7:3-4; Êx 31:13 e 17). A tríade iníqua oferece também uma contrafação do selo, a marca da besta (Ap 13:16-17). Destarte, todos os quatro mandamentos da primeira tábua do decálogo sofrem ataque por parte da tríade iníqua de Apocalipse 13. A primeira tábua da lei está no centro do conflito entre o dragão e o remanescente.

Essa série de conexões verbais e temáticas entre o conteúdo dessa parte do Apocalipse e passagens relacionadas aos dez mandamentos, indica que um importante paralelo estrutural dá-se em relação ao decálogo, especialmente no que tange à porção que diz respeito à relação entre o adorador e a Divindade. Essa evidência estrutural oferece um apoio incontestável à probabilidade de que o significativo paralelo verbal entre Apocalipse 14:7 e Êxodo 20:11 tenha sido intencional. Não há absolutamente nenhuma relação entre Apocalipse e Sl 146 que se assemelhe a essa.

A evidência cumulativa é tão forte que um intérprete bem pode afirmar que não há nenhuma alusão direta ao Antigo Testamento (em Apocalipse) que seja mais certa do que a alusão ao quarto mandamento em Apocalipse 14:7. Quando o autor de Apocalipse descreve o apelo final de Deus à raça humana no contexto do engodo do tempo do fim, ele o faz em termos de um chamado à adoração do Criador no contexto do quarto mandamento.

A Questão da Relevância

Não obstante, ainda que biblicamente correto, faz qualquer sentido ver o sábado como uma espécie de questão definidora na crise final da história deste planeta? Por que Deus escolheria esse tipo de questão como centro focal da crise escatológica?

No centro da questão está o fato de que o sábado é uma forma ideal de testar se as pessoas são, de fato, leais a Deus. O mandamento sabático é diferente dos outros nove. Todos os demais têm uma fundamentação racional motivada pelo interesse próprio; afinal de contas, os princípios da segunda tábua do decálogo são mesmo a legítima base de governo em muitos países. “Não matarás” é uma lei lógica para qualquer um que não queira morrer. “Não furtarás” faz perfeito sentido para qualquer um que queira proteger suas propriedades adquiridas com muito esforço pessoal. Mandamentos assim são racionais e chegam até a apelar a uma certa parcela de interesse próprio. A mesma coisa acontece com os três primeiros mandamentos, que dizem respeito a nosso relacionamento com Deus. Se Deus é quem Ele alega ser, não faz sentido adorar a nenhum outro.

A única parte do decálogo que não é lógica é o mandamento de adorar no sábado em vez de em qualquer outro dia da semana! Tal mandamento é tão destituído de lógica que as pessoas seculares o acham até difícil de considerar seriamente, pois não vêem nenhum benefício ou interesse próprio em tal princípio. Afinal de contas, ninguém conseguiu até hoje demonstrar qualquer base científica ou racional para se considerar um dia mais especial para Deus do que os demais. O sol brilha e a chuva cai de igual maneira tanto no sábado quanto no domingo.

Guardar o sábado requer que confiemos em Deus mesmo quando os cinco sentidos nos informam que não há nenhuma razão lógica para fazer isso. O sábado representa, escatologicamente, aquilo que a árvore do conhecimento do bem e do mal representava no princípio. O fruto da árvore era, provavelmente, tanto palatável quanto nutritivo. A única razão para não comê-lo era o fato de Deus o ter proibido.

Assim é com o sábado. A única razão de preferir o sábado ao domingo é porque Deus assim o ordenou, não há nenhuma outra explicação. Aceitamos o sábado respaldados unicamente pela Palavra de Deus, pois cremos que as Escrituras são um relato confiável da mente e da vontade de Deus.

O sábado é, portanto, um bom teste de nossa fidelidade a Deus e Sua Palavra. As Escrituras são um registro tão fiel das ações de Deus no passado quanto das realidades futuras no tempo do fim. É porque cremos nas Escrituras que damos crédito àqueles eventos do tempo do fim por elas descritos.

Em conclusão, o Apocalipse pinta o fim do mundo como tempo de um grande engodo mundial, que vai transcender os cinco sentidos, mesmo entre o povo de Deus. Entretanto, aqueles que crerem, aceitarem e seguirem os reclamos da Palavra de Deus, esses não perderão o rumo durante esse tempo de derradeiro engodo.

Por: Gilson Medeiros


NOTA PAV: Mais uma vez, podemos ter plena confiança de estarmos no caminho certo em nossa adoração como Adventistas do 7º Dia. Em breve, toda esta teologia equivocada que tenta levar o povo a desobedecer ao Senhor, desprezando Seu santo Dia, será desmascarada.

19 de abril de 2009

A ressurreição de Cristo e a guarda do domingo

"É fundamental para a nossa fé e para o nosso testemunho cristão que se proclame a ressurreição de Jesus de Nazaré como um acontecimento real, histórico, atestado por numerosas testemunhas que se tornaram autoridade”, disse [Bento XVI] na audiência geral, perante milhares de peregrinos reunidos no Vaticano... Para o Papa, “a novidade surpreendente da ressurreição é tão importante que a Igreja não deixa de proclamá-la, prolongando a sua recordação, especialmente no Domingo, que é o dia do Senhor e a Páscoa semanal do povo de Deus”. (Ecclesia)

NOTA: Concordo com a ressurreição de Cristo como um fato histórico. As evidências são abundantes neste particular. O ponto de discordância fica sendo em relação ao domingo como dia do Senhor, alegado memorial da ressurreição de Cristo. É exatamente o contrário o que encontramos no texto bíblico.

O memorial da ressurreição é o batismo por imersão: "Ou, porventura, ignorais que todos nós que fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte? Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo Jesus foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida" (Rm 6:3, 4).

O dia do Senhor é o sábado: "Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor vosso Deus; não farás nenhum trabalho" (Ex 20:10). "Porque o Filho do Homem é Senhor do sábado" (Mt 12:8).

Depois da ressurreição o sábado deveria continuar como dia do Senhor:"Orai para que a vossa fuga não se dê no inverno, nem no sábado" (Mt 24:20 - alerta de Jesus para fugir da destruição de Jerusalém que ocorreria só no ano 70 d.C.). O apóstolo Paulo continuou guardando o sábado do Senhor (At 18:4).

A ressurreição de Jesus não ocorreu no sábado do Senhor, nem no sábado cerimonial: "Mas, no primeiro dia da semana, alta madrugada, foram elas ao túmulo, levando os aromas que haviam preparado. E encontraram a pedra removida do sepulcro; mas, ao entrarem, não acharam o corpo do Senhor Jesus" (Lc 24:1-3). Havia sete sábados cerimoniais (dias de santa convocação e descanso solene) relacionados com as sete festas religiosas do calendário judaico. Estes sete sábados (como que feriados) poderiam cair em qualquer dia da semana, até mesmo no sétimo dia. Quando coincidia o sábado do Senhor com um sábado cerimonial, então, era chamado de sábado grande, como aconteceu no ano em que Jesus morreu (Jo 19:31). Um fato interessante é que, nas três primeiras festas do calendário judaico, que aconteciam no primeiro mês, havia dois sábados cerimoniais - nenhum deles relacionado com a Páscoa (sexta-feira em que Jesus morreu) ou com as Primícias (domingo em que Cristo ressuscitou).
Segundo Levítico 23, o primeiro e o último dia da festa dos Pães Asmos deveriam ser sábados cerimoniais (seta vermelha na figura ao lado) - no ano em que Jesus morreu o primeiro dia dos Pães Asmos caiu no sábado. Portanto, nem pelos sábados cerimoniais pode-se chegar à conclusão que o domingo é o dia do Senhor por ter Cristo ressuscitado em um dia santo.
Os sábados cerimoniais e todo o ritual do santuário chegou ao fim com a morte de Cristo: "Farei cessar todo o seu gozo, as suas Festas de Lua Nova, os seus sábados [quando se refere aos sábados do Senhor aparece "meus sábados"] e todas as suas festividades" (Os 2:11). "Eis que o véu do santuário se rasgou em duas partes de alto a baixo" (Mt 27:51).

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